A recuperação é algo muito individual e depende da severidade do AVC e de outros fatores associados. Boa parte da recuperação ocorre nas primeiras semanas após o AVC, no entanto as pessoas podem ir se restabelecendo gradativamente por um longo período, após o evento.

A recuperação de um acidente vascular cerebral é um processo lento e gradual.

Os sobreviventes de AVC ficam muitas vezes com deficiências mentais e físicas, o que cria um impacto econômico e social importante. Para dar uma ideia da magnitude do problema, estatísticas recentes mostram que:

  • 71% das pessoas que tiveram um AVC têm conhecimento da sua capacidade funcional.
  • 16% permanecem em instituições (hospitais) ou “ Home Care”.
  • 31% precisa de assistência para cuidados pessoais.
  • 30% requer assistência para deambulação.

O processo de reabilitação é a aprendizagem, das pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral, de técnicas alternativas para adquirir mobilidade e capacidade para comunicar e trabalhar, se necessário, com ajuda ou com dispositivos para conseguirem executar as suas atividades.

‘É importante lembrar que as sequelas de um avc podem ficar para o resto da vida. Assim sendo, procedimentos como fisioterapia, terapia ocupacional, neurologista, cuidadores, medicamentos e outras adaptações farão parte da vida da pessoa sequelada.’

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.

Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.

Embora continue a haver alguma controvérsia sobre os resultados do tratamento de reabilitação das pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral, de fato, por trabalhos já largamente apresentados sobre esta matéria, é consensualmente aceito que elas beneficiem de um programa de reabilitação intensivo, bem elaborado e aplicado no momento próprio. É praticamente aceito que o pico de recuperação destes doentes anda à volta dos 3 meses, podendo ir até aos 6 meses após o AVC.

Fonte:

http://acidentevascularcerebral.com/

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/avc