A cada seis segundos uma pessoa morre em consequência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. Ele mata mais por ano do que a Aids, a malária e a tuberculose juntas, e é a segunda razão de morte em pessoas maiores de 60 anos e a quinta na faixa entre 15 e 59 anos.

Mas, o que fazer para resolver o problema? Prevenção é a unica opção. Prevenir o problema por meio de hábitos saudáveis de vida e de um exame simples. Estamos falando da ultrassonografia das carótidas, artéria por onde passa o fluxo sanguíneo do coração ao cérebro e inclusive a outros órgãos, como a visão.

A ultrassom das carótidas é um procedimento não invasivo, não ionizante, de baixo custo e de execução rápida (20 a 30 minutos), onde se busca identificar se há ou não a obstrução da artéria assim como a anatomia e a circulação do fluxo sanguíneo nesse vaso arterial. De acordo com o nível de interrupção do fluxo carotídeo, o paciente pode vir apresentar, por exemplo, o derrame cerebral.

“No AVC do tipo isquêmico a obstrução da carótida reduz o suprimento de sangue e oxigênio a uma parte do cérebro, provocando danos ou até mesmo à morte das células cerebrais, o que resulta, neste último caso, no estado de coma”, explicou a cardiologista Janiffer Lacet Machado. Ela é uma das quatro ultrassonografistas que realizam especificamente este tipo de exame na Santa Casa de Maceió.

A recomendação é que homens e mulheres após os 30 aos devem incluir a ultrassom das carótidas em seu check-up anual, assim como periodicamente as mulheres vão ao ginecologista e os homens fazem hemogramas. Os males da vida moderna, como a má alimentação e o sedentarismo, têm exposto adultos jovens ao risco do AVC cada vez mais cedo.

Até recentemente a ultrassom das carótidas era indicada predominantemente aos pacientes cardíacos no pré-operatório ou que já tenham sofrido o AVC. Agora, preocupados com a prevenção, os médicos recomendam que pacientes com dislipidemia (alta taxa de colesterol no sangue) também façam o exame.

Há também casos que podem ou não ser sinais de AVC, como tontura repentina, perda momentânea da visão, desmaios sem explicação, pacientes tabagistas e, por incrível que pareça, até mesmo pacientes assintomáticos podem ter placas de gordura ou calcificações na artéria e nem saber disso pela pura falta de sintomas.