Uma dúvida muito comum entre a população é qual lugar procurar em caso de uma doença, emergência ou até mesmo um mal estar. O Sistema Único de Saúde (SUS) é complexo e formado por uma série de unidades que se complementam e buscam atender as pessoas de acordo com o demanda.

O primeiro contato da população com o SUS deve ser através de uma UBS ( Unidade Básica de saúde ou posto). Considerada a porta de entrada do cidadão, elas devem ser acionadas em caso de consultas mediante marcação (consulta agendada) ou pacientes que já chegam com algum sintoma não grave (consultas sem agendamento), vacinação, realização de testes rápidos, entrega de medicamentos, troca de curativos, injeções, além do atendimento médico, odontológico e de enfermagem, característicos da atenção primária.

Todas as UBS ou Posto de PSF/ESF também contam com suporte a pediatria, ginecologia obstetrícia e clínica médica. Algumas oferecem outros serviços como nutrição, acompanhamento psicológico e atendimento domiciliar, além de outros atendimentos mais simples.

Este tipo de unidade não oferece pronto-socorro, que são para tratamentos de emergências, portanto, em caso de um problema grave ou complexo, o paciente é encaminhado para uma UPA ou Hospital mais próximo. Além disso, o horário de funcionamento geralmente coincide com horário comercial.

Quando o paciente é examinado em uma UBS e se constata a necessidade de um atendimento emergencial ou com maior complexidade, a UPA é quem recebe o indivíduo. Elas funcionam 24h, sete dias da semana.

Exames como raios-X e eletrocardiograma, por exemplo, podem ser realizados na Unidade, mas os únicos especialistas disponíveis são clínica médica pediatria e às vezes consultas e suturas na área da Cirurgia Geral . Se você possui um quadro crônico, por exemplo, e se dirige a uma UPA, é provável que você seja direcionado para uma UBS da sua região.

Por mais que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) atendam emergências, os pacientes não ficam internados no local. Eles são estabilizados e encaminhados para um Hospital, ou ficam em observação e recebem alta.

Em situações de emergência que necessitam de internação, cirurgias ou exames mais elaborados, é o Hospital que vai ser capaz de realizar o atendimento . É importante saber que nos casos de infarto e AVC por exemplo, uma UPA não conseguirá resolver ou atender de forma eficaz e em tempo hábil essas temidas doenças, devemos então entender que os casos mais complexos e que precisam ser acompanhados devem ser dirigidos para os Hospitais. O SAMU deve ser o primeiro a ser acionado nesses casos, por terem protocolos e possibilidade de assistência imediata.

Basicamente, o atendimento é feito de duas maneiras: através da urgência e emergência do pronto-socorro e do quadro médico que trabalha para investigar e tratar as doenças. (Atenção: apenas nos Hospitais vocês consegue realizar cirurgias de média e alta complexidade).

Todo sistema tem uma Central de Regulação e a execução e a necessidade de transferência deve ser regulada pelo município de sua origem. Que se não houver capacidade de tratamento é então encaminhado para as regionais e por ultimo as capitais . Portanto há uma cadeia e os médicos junto com os pacientes, estão sujeitos a todo o processo para realizar o tratamento. Se há demora o problema pode estar nas autorizações da gestão pública que começa no seu Município.

Confira os compromissos de cada um:

União

É responsabilidade da União coordenar os sistemas de saúde de alta complexidade e de laboratórios públicos. Por meio do Ministério da Saúde, a União planeja e fiscaliza o SUS em todo o País. O MS responde pela metade dos recursos da área; a verba é prevista anualmente no Orçamento Geral da União.

Estados

É papel dos governos estaduais criar suas próprias políticas de saúde e ajudar na execução das políticas nacionais aplicando recursos próprios (mínimo de 12% de sua receita) além dos repassados pela União. Os Estados também repassam verbas aos municípios. Além disso, os estados coordenam sua rede de laboratórios e hemocentros, definem os hospitais de referência e gerenciam os locais de atendimentos complexos da região.

Municípios

É dever do município garantir os serviços de atenção básica à saúde e prestar serviços em sua localidade, com a parceria dos governos estadual e federal. As prefeituras também criam políticas de saúde e colaboram com a aplicação das políticas nacionais e estaduais, aplicando recursos próprios (mínimo de 15% de sua receita) e os repassados pela União e pelo estado. Igualmente os municípios devem organizar e controlar os laboratórios e hemocentros. Os serviços de saúde da cidade também são administrados pelos municípios, mesmo aqueles mais complexos.

Qual a responsabilidade da sua Prefeitura?
A Prefeitura é o principal órgão responsável pela área da saúde. O prefeito e a equipe de gestão dos serviços, pela Secretaria Municipal de Saúde, que são os responsáveis pelas ações e serviços de saúde naquele local. Logo, tanto a criação de políticas públicas municipais como a aplicação de políticas nacionais e estaduais devem ser feitas pela equipe do município.

O planejamento de ações no Sistema Único de Saúde em âmbito local dependerá de recursos próprios do município (mínimo de 15% de sua receita) e dos repassados pela União e pelo estado.

As instituições filantrópicas são serviços terceirizados que dependem de toda essa máquina. Exames, consultas e internações dependem do Estado como um todo.

Saber sobre o funcionamento do SUS é um direito e dever de todo o cidadão. Apenas com o conhecimento podemos cobrar e usar adequadamente o sistema.

 

 

Fonte com modificações por Albert Louis Rocha Bicalho.
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/entenda-o-sus/51810-quando-procurar-uma-upa-ubs-hospital-e-samu